Alertas · Saúde e Bem Estar

Aedes Aegypti e H1N1, como está a situação no Brasil

Em meio ao processo de Impeachment da Presidenta Dilma, os noticiários simplesmente deixaram de falar a respeito dos focos de epidemia de Dengue, Zica, Chikungunya, Microcefalia e H1N1, dando a impressão de que tudo se resolveu. Mas será que realmente é isso que está acontecendo? A seguir listo, a real situação de cada uma dessas doenças:

Microcefalia Zika Virus

Microcefalia: O novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado, nesta quarta-feira (4), aponta que, até o dia 30 abril, foram confirmados 1.271 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita,em todo o país. No total, foram notificados 7.343 casos suspeitos desde o início das investigações, em outubro de 2015, sendo que 2.492 foram descartados. Outros 3.580 estão em fase de investigação.
Dos casos confirmados, 203 tiveram confirmação laboratorial para o vírus Zika. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus.

zicavirus
Zica: O primeiro boletim epidemiológico com dados registrados do vírus Zika aponta 91.387 casos prováveis da doença em todos os estados brasileiros, até o dia 2 de abril. A taxa de incidência, que considera a proporção de casos, é de 44,7 casos para cada 100 mil habitantes.
A região Sudeste teve 35.505 casos prováveis da doença, seguida das regiões Nordeste (30.286); Centro-Oeste (17.504); Norte (6.295) e Sul (1.797).

Em relação a gestantes, foram registrados 7.584 gestantes com casos suspeitos da doença, sendo que 2.844 casos foram confirmados. Cabe esclarecer que, apesar de estar confirmada a relação do vírus Zika com os casos de microcefalia, não significa que toda mulher infectada pelo vírus durante a gravidez dará à luz um bebê com microcefalia.

Dengue: Até o dia  2 de abril, data do último levantamento do Ministério da Saúde, foram registrados 802.429 casos prováveis de dengue no país. Nesse período, a região Sudeste registrou o maior número de casos prováveis (463.807 casos; 57,8%) em relação ao total do país, seguida das regiões Nordeste (158.235 casos;  19,7%), Centro-Oeste (94.672 casos; 11,8%), Sul  (57.282 casos; 7,1%) e Norte (28.433 casos; 3,5%). Foram descartados 161.273 casos  suspeitos de dengue no período.
Foram confirmados 244 casos de dengue grave e 2.724 casos de dengue com  sinais de alarme. No mesmo período de 2015, foram  confirmados 731 casos de dengue grave e 11.124 casos de dengue com sinais de alarme. Ou seja, uma considerável diminuição na quantidade de mortes por dengue e uma queda brusca no número de casos.

dengue

Chikungunya:  Notificados 39.017 casos prováveis de febre de chikungunya no país (taxa de incidência de 19,1 casos/100 mil hab.),  distribuídos em 1.126 municípios; destes, 6.159 foram confirmados. Entre as Unidades da Federação, destacam-se Sergipe (108,2 casos/100 mil hab.), Bahia (91,0 casos/100 mil hab.),  Pernambuco (89,0 casos/100 mil hab.), Rio Grande  do Norte (88,7 casos/100 mil hab.) e Acre (66,8  casos/100 mil hab.)
Foram confirmados laboratorialmente 12 óbitos por febre de chikungunya, em Pernambuco  (9 óbitos), Paraíba (2 óbitos) e Rio Grande do  Norte (1 óbito). A mediana de idade dos óbitos foi de 62 anos.

H1N1: Até 23 de abril, foram registrados 1.880 casos de influenza de todos os tipos no Brasil este ano, de acordo com o Ministério da Saúde. Deste total, 1.571 foram ocasionados pelo subtipo H1N1, que provocou 290 mortes.
Com 1.106 registros de infectados, a Região Sudeste concentra o maior número de pessoas com H1N1, sendo 988 apenas em São Paulo. O estado também registrou o maior número de mortes pelo vírus, 149.
O ministério também informou que, faltando mais de duas semanas para o fim da campanha de vacinação contra a gripe, quase 43% do público-alvo foi imunizado. A meta do governo é vacinar, até o dia 20 de maio, pelo menos 80% das 49,8 milhões de pessoas com maior risco por complicações decorrentes da influenza.
Ao todo, 21,3 milhões de pessoas receberam a vacina até agora. O grupo prioritário que mais procurou os postos foi o de profissionais de saúde, seguido pelo de crianças entre seis meses e cinco anos incompletos.

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Em resumo, apesar da diminuição na quantidade de casos de pessoas com Dengue, o que acarreta uma baixa na quantidade de casos de Zica e Chikungunya, com a chegada do Outono, com a imunização do vírus H1N1, não podemos nos acomodar e achar que a batalha está ganha. Todas as medidas para eliminar a proliferação do mosquito e atitudes para evitar a Influenza A devem continuar sendo exercidas por todos.

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31 comentários em “Aedes Aegypti e H1N1, como está a situação no Brasil

  1. Então Tati. Tudo muito preocupante né. Pelo menos essa vacina h1n1 foi liberada para nossos pequenos. Podemos respirar um pouco mas sempre no medo e tentando proteger eles de tudo!!!🙏🏻Beijao

    Curtido por 1 pessoa

  2. Post bem explicativo! O final do ano passado e esse ano não tem sido fácil, principalmente pra quem, como eu, está grávida!! Foi a gravidez toda em alerta. A vacina de gripe mesmo, foi um parto pra tomar, mas graças a Deus consegui!

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